terça-feira, 19 de novembro de 2013

Vinho, vinhos e vinhos... (atualizada!)

Eu não sou enóloga, sommelier, nada disso. De vinho, eu só entendo uma coisa: gosto. Se eu gosto ou não gosto! Pronto. E gosto é tão individual...

Região de Marlborough

Aqueles negócios de muito e poucos taninos só me confundem. Pra mim, se você gostou do vinho, então o aprecie com moderação. Mas tem algo que todo viajante que bebe vinho (cervejas, rum, aguardentes, vodcas) sabe mesmo sem saber: quais são os grandes países produtores de vinho e quais uvas são especialistas.
Na Argentina, por exemplo, não deixe de beber a “uva da casa”, os malbec; no Chile, o Carmenerè; na Toscana, um bom Chianti; um belo pinotage na África do Sul; ou um Savignon Blanc na Nova Zelândia...

Podem não ser as melhores uvas produzidas no país, mas é como ir ao Rio e não tomar um mate na praia!

Precisamos beber mais vinhos...
Dizem as más línguas que os melhores vinhos são produzidos entre os paralelos 30 e 50. A Nova Zelândia está todinha ai! OBA!!

A Nova Zelândia é o 33º maior produtor de vinhos do mundo (até o Brasil produz mais – 15º no ranking), mas é especialista é Sauvignon blanc e pinot noir, embora também produza vinhos merlot, cabernet sauvignon, chardonnay, riesling e pinot gris. No país, as 500 vinícolas estão espalhadas em nove grandes áreas:
Ilha Norte
Ilha Sul
Auckland e Northland
Waikato e Baia de Plenty
Gisborne
Baia de Hawke
Wellington/ Martinborough
Nelson
Marlborough – concentra 47% das vinícolas neozelandesas
Otago Central
Canterbury

Acabou o país!
A questão do vinho é levada a sério na Nova Zelândia – existem roteiros e mais roteiros para se degustar os melhores vinhos de qualquer uma dessas regiões ai.
Não existe “o melhor roteiro”, mas um muito bom é o Classic New Zealand Wine Trail. São 380km de vinhedos e comida entre Napier (Baia de Hawke) e Blenheim (Marlborough). Nessa região estão concentrados 80% das vinícolas kiwis. Infelizmente eu não fiz porque você gasta entre 3 e 4 dias para fazer o passeio. Lembrando que dirigir alcoolizado é crime gravíssimo no país.
 
Marlborough é a principal região vinícola do país
Acho engraçado como os enólogos descrevem os vinhos... “Sabores acentuados de groselha, baunilha, vinhos encorpados e fragrantes (???)”

Mas vamos lá. Com 90% das plantações de sauvignon blanc do país, Marlborough é a capital do sauvignon blanc da Nova Zelândia – para os entendedores de vinho, capital mundial da uva. A segunda uva mais importante da região é a pinot noir.

Dezenas de vinhedos convivem com Wairau e Awatere Valleys. No pequeno vilarejo de Renwick, há 30 ótimas vinícolas em um circuito de 24 quilômetros. É fácil alugar uma bicicleta.
Os melhores menus de almoço, com iguarias locais, como salmão defumado e bacalhau azul, e degustação de vinhos seriam (vi mais de 3 indicações):
  • Allan Scott Wines,
  • Brancott Estate Heritage Centre
  • Wither Hills,
Infelizmente, comprar os vinhos aqui não é um bom negócio! Os preços são astronômicos. R$217,00 uma garrafa? No way! A mesma garrafa sai por R$120,00 em um site lá do país.... Isso porque eu escolhi um dos mais caros, de uma vinícola super premiada.
Tomei vinhos da Saint Clair Vicar`s, Allan Scott Wines, da Fallen Angel Wines, da Rippon e da Felton Road.



(Atualização 24/11/2013)
Recentemente, comemorei minha 30ª primavera – eu sei que não parece, hihihiihihi – e ganhei de uma amiga um livro muito sugestivo: 1001 Vinhos para Beber antes de morrer. Como mencionei no início do post, adoro vinhos, embora não entenda muito do assunto. Mas folheando o livro, já encontrei vários que tomei e outros que estão na minha adeguinha esperando o momento especial para serem apreciados!
Aproveitei e selecionei do livro os vinhos neozelandeses por região, produtor, características e preço médio. O ano citado representa a melhor safra.
1. Auckland e Northland
  • Goldie 2004. Produtor: Goldwater. Corte cabernet sauvignon/merlot. Preço salgado – de USD 40 a 100.
  • Larose 2006. Produtor: Stonyridge. Corte de cinco castas tintas de Bordeaux, predominando o cabernet sauvignon. “Supostos” aromas de bagas vermelhas, flores do bosque, especiarias e couro fresco (WTF????). Preço salgado – de USD 40 a 100.
  • Te Motu 2000. Produtor Te Motu. Corte cabernet sauvignon/merlot. Preço salgado – de USD 40 a 100.
  • Mate’s Vineyard Chardonnay 2006. Produtor: Kumeu River. Segundo o livro, esse chardonnay recebeu mais elogios da imprensa internacional que qualquer outro vinho dessa uva! (UAU!!! E eu não sabia disso? E não o procurei? E não o tomei????). Mistura de minerais, cítricos, biscoito de farelo de nozes tostadas. Preço salgado – de USD 40 a 100.
2. Gisborne
  • Te Arai Vineyard Chenin Blanc 2002. Produtor: Milton Vineyard. Casta chenin blanc aveludada. Barato – até UDS 20.
3. Baia de Hawke
  • Gimblett Gravels Vineyard 2005. Produtor: Craggy Range. Uva Syrah. Preço salgado – de USD 40 a 100
  • Coleraine. Produtor: Te Mata – é um das vinícolas mais antigas da Nova Zelândia, produzindo vinhos desde 1896. Cepas de Cabernet sauvignon, merlot e cabernet franc. Os sabores são de bagas negras concentradas, madeira de cedro, amoras silvestres e carvalho condimentado. Preço salgado – de USD 40 a 100.
 
Vinícola Te Mata
 
  • Homage Syrah 2006. Produtor Trinity Hill. Uvas syrah e viognier. Preço salgado – de USD 40 a 100. Outras safras excepcionais são as de 2002 e 2004. Os vinhos novos também são bons.
4. Wellington/ Martinborough
  • Ata Rangi Pinor Noir. Produtor: Ata Rangi. Preço salgado – de USD 40 a 100. Outras safras recomendadas são as de 1999, 2000, 2001 e 2003. Mas os vinhos novos também são bons.
  • Dry River Pinot Noir 2001. Produtor: Dry River. Vinho de qualidade excepcional e bem diferente dos outros pinot noir. Preço salgado – de USD 40 a 100. A safra de 2001 é excepcional; as seguintes também são muito boas.
  • Dry River Pinot Gris 2004. Produtor: Dry River. É o único vinho pinot gris que consegue competir de igual para igual com as uvas da Alsácia e do Nordeste da Itália. Preço salgado – de USD 40 a 100. A safra de 2004 foi a melhor; as seguintes também são muito boas.
5. Nelson
  • Moutere Chardonay 2000. Produtor: Neudorf. Mineralidade forte e uma acentuada opulência de flor de lima. É um excelente vinho chardonnay novo ou envelhecido. Preço salgado – de USD 40 a 100. 

6. Marlborough
  • Clayvin Vineyard Pinot Noir 2001. Produtor: From Winery. Aroma contido, com toque de frutas pretas, delicadamente esfumaçado e vivo, enquanto o paladar é harmonioso, com uma textura exuberante.... Preço “salgadim” – de USD 40 a 100.
  • Herzog Montepulciano 2005. Produtor: Hans Herzog. Uva montepulciano. A tentativa de se criar vinhos excepcionas com a uva montepulciano fora da Itália tem dado certo. O vinho apresenta sabores que lembram ameixa, frutas negras, violeta, chocolate, anis e especiarias. Preço de USD 40 a 100.
 
    Vinho combina com qualquer coisa!
  • Deutz Malbourough Cuvée Blanc de Blancs 2003. Produtor: Montana Deutz Malbourough. Único espumante na nossa listinha, é produzido com uvas chardonnay. “Vinho requintado e tenso com bolhas explosivas e atraentes sabores de lima, mineral, torrada e avelã tostada. Preço de USD 40 a 100, ou seja, não dá para fazer uma festa e só servir esse espumante.
  • Isabel Sauvignon Blanc 2006. Produtor: Isabel Estate Vineyard. Já foi considerado o melhor Sauvignon Blanc da Nova Zelândia e o único capaz de desafiar os vinhos da Cloudy Bay. Envelhece bem, mas é melhor ser consumido jovem e fresco. Preço de USD 20 a 40.


  • Cloudy Bay Sauvignon Blanc 2006. Produtor: Cloudy Bay. É um dos vinhos mais vendidos na Nova Zelândia. Para um vinho tão comercial, o preço não é tão bom assim: de USD 20 a 40.
  • Hunter’s Sauvignon Blanc 2006. Produtor: Hunter’s. O vinho exibe no nariz uma mistura de pimento-de-caiena, groselha e frutas tropicais maduras. As safras mais novas também são muito boas. Preço de USD 20 a 40.
  • Jackson Estate Sauvignon Blanc 2006. Produtor: Jackson Estate. Buquê de aromas de suco de melão, pimentão. Recomenda-se beber as safras mais recentes também. Preço de USD 20 a 40.
  • Marama Sauvignon Blanc 2006. Produtor: Seresin. De cor mais acentuada que os demais vinhos de uvas sauvignon Blanc, o Marama tem fragrâncias de pimenta e aspargos. Preço de USD 20 a 40.
  • Framingham Select Rieling 2007. Produtor: Framinghan. “Melhor vinho de uma nova leva de rieslings de baixo teor alcoólico, ao estilo alemão”. Altamente recomendado pelo autor do livro. Preço bom e justo: de USD 20 a 40.
7. Otago Central                                                        
  • Rippon Pinot Noir 2005. Produtor: Rippon. Adoro Pinot Noir. Preço salgado – de USD 40 a 100. Eu experimentei uma safra mais nova e recomendo!!!
  • Long Gully Pinot Noir 2005. Produtor: Mount Difficulty – o que era uma mineração de ouro virou um lindo vinhedo. O vinho tem uma “maravilhosa pureza da fruta, com um leque de sabores de cereja, ameixa, flores e especiarias no fim-de-boca”. Não tem como não amar um bom pinot noir!!! O preço? Já sabe: salgado – de USD 40 a 100.   
Mount Difficulty Wines
  • Block 3 Pinot Noir 2002. Produtor: Felton Road. Preço de USD 40 a 100. Eu experimentei uma safra mais nova e recomendo!!!
  • Rastasburn Riesling 2006. Produtor: Peregrine. Vinho de caráter mais floral e perfumado, com fortes sabores cítricos e minerais. Predominância de damasco maduro, jasmim, toranja e ardósia úmida (WTF?????? Alguém lambeu a ardósia para saber que gosto tem?). Preço bom e justo: de USD 20 a 40.
 
Alguns sites de venda de vinhos no Brasil:
(já comprei muitos vinhos pela wine.com.br. A entrega é rápida e o preço bom)

Alguns sites de venda de vinhos na NZ:

Quem quer se aprofundar um pouquinho mais nos vinhos, achei um artigo simples e interessante do Enólogo Dr. Luiz Antenor Rizzon, PhD em Enologia pela Universidade de Bordeaux, França, é pesquisador da Embrapa Uva e Vinho; também é confrade da Confraria do vinho de Bento Gonçalves. O link do site é esse aqui ó: Características dos vinhos.

Abraços
Carol

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Fiordes, Geleiras e muitos esportes radicais...

Seguimos nossa dicas de um dos países mais lindos do Mundo: a Nova Zelândia.

Esperando aquela carona para o Paraíso!!!
Como mencionei anteriormente aqui e aqui, é simplesmente impossível não se apaixonar pela Nova Zelândia. Mesmo que você seja uma pessoa urbana, a Nova Zelândia encanta.
 
O site oficial do turismo no país é o http://www.newzealand.com/int/. Você que vai para aquelas bandas deve fuçar o site completamente. É obrigatório!

O país transpira esportes radicais ou não! Mesmo não sendo um aficionado por atividades, você vai querer fazer pelo menos uma!

Relembro que fui no verão e que a cidade com as principais atrações aventureiras é Queenstown. Então seguem algumas dicas do que a Nova Zelândia oferece e que fiz:

Bungy jumping
Lá é o lugar. Se você procura segurança, vá pular de bungy jump na Nova Zelândia. Eu sou meio doida, mas minha segurança está em primeiro lugar. Jamais pularia de uma ponte ou prédio se passasse pela minha cabeça que algo poderia dar errado. Jamais!
Então lá é o lugar.
O primeiro ponto fixo de bungy jump do mundo foi instalado na Kawarau Bridge, próximo à Queenstown. A altura é razoável (43m), mas se você quiser mais, em Queenstown, o Nevis Bungy é o mais alto e proporciona um mergulho incrível de 134 metros. Se você for para Auckland, outra opção é pular da Auckland Harbour Bridge com o lindo Waitemata Harbour como pano de fundo.

Kawarau Brigde depois do salto
A melhor empresa é a AJ Hackett Bungy (http://www.bungy.co.nz/).

Salto de Paraquedas
Foi a coisa mais fantástica do mundo. Não, eu não gostei de pular de bungy jumping. Odiei, para falar a verdade, mas saltar de paraquedas é a melhor experiência ever!
Repito as palavras ali de cima. Vai fazer algo perigoso, faça com os melhores! E uma certeza a mais que nada de errado acontecerá!
Os cenários são fantástico... A época do ano também influencia a beleza do seu salto. No inverno, você verá as montanhas repletas de neve. No verão, uma “leve” matinha verde.
Só saltando de paraquedas para ter uma ideia da sensação. Como foi meu primeiro salto, fiz o salto duplo: vou presa a um instrutor que é o responsável por abrir o paraquedas na hora certa e fazer o pouso. Você vai de passageiro.


Antes...
Durante!!


Como concentrei minhas atividades em Queenstown, cidade dos esportes radicais, optei pela empresa Nzone (http://www.nzoneskydive.co.nz/home). Você pode optar por 3 alturas: 9.000 pés, 12.000 pés e 15.000 pés.
Fiz o de 12.000 pé. Foram vários e vários segundos de queda livre. Bom demais...

Passeio pelos Fiords
Outra opção próxima a Queenstown é fazer um passeio de dois dias pelos Fiordes neozelandeses, especialmente o Milford Sound. 


Imensidão de Milford Sound

Rudyard Kipling mencionou uma vez que o Milford Sound era a "oitava maravilha do mundo" (um pouco exagerado, mas é lindo demais).


As falésias do fiorde surgem verticalmente das águas escuras, os picos da montanha arranham os céus e as cachoeiras caem em cascata, algumas tão altas que chegam a 1000 metros. 
 
Quando chove em Milford Sound, o que não é raro, essas cachoeiras se multiplicam em um efeito fantástico! Outro fiorde ainda mais encantador (a viagem é um pouco mais demorada) é o Doubtful Sound. Com uma profundidade média de 421 metros, "o Som do Silêncio", como é chamado, é o mais profundo e o segundo mais longo (40 km) dos fiordes da Ilha Sul.



Se você tiver coragem e gostar de águas frias, lá é um excelente lugar para nadar ou fazer caiaque.
Não me lembro com qual empresa fizemos o overnight (dormimos uma noite no veleiro), mas uma bem conceituada é a Milford Sound Mariner Overnight Cruise (https://www.realjourneys.co.nz/en/experiences/cruises/milford-mariner-overnight-cruises/).

Escalar geleiras
SIm!! Você também pode escalar uma geleira! E é mais fácil que você pode imaginar. As melhores opções são as geleiras de Fox e Franz Josef, na costa Leste da Ilha Sul. São as mais fáceis e o acesso é por uma floresta lateral à geleira. Mesmo sendo fácil, a visita só pode ser feita com guias credenciados. Boas opções:

Franz Josef Glacier Guides (http://www.franzjosefglacier.com/), que atua desde 1990.

World Heritage Wanderer (http://www.hikingnewzealand.com/)

Fox Glacier Guiding (http://www.foxguides.co.nz/)

 

Se você é alpinista, já deve saber que Sir Edmund Hillary e o sherpa Tenzing Norgay foram os primeiros homens a escalar o Everest. E o treinamento do neozelandês foi nos mais de 30 picos com alturas superiores a 3000m da Ilha Sul.  Alias, ele é herói nacional. Seu rosto estava nas notas de 5 dólares neozelandeses. 

Kaikoura
Nadar com golfinhos selvagens
Na belíssima região de Akaroa, próxima a Christchuch, você poderá nadar com os fantásticos golfinhos Hector. É legal, mas como eles estão num ambiente selvagem, eles não interagirão como os golfinhos da Disney não...


Região de Kaikoura
Ao norte de Christchuch, fica a região de Kaikoura. Excelente local para ver baleias e comunidades enormes de focas.

Balonismo
Minha irmã e eu resolvemos fazer o passeio de balão. Tentamos, na verdade, mas as condições meteorológicas não ajudaram. Rodamos por mais de 2h tentado achar um ponto propício para a decolagem, mas não rolou... Infelizmente. Mas você poderá ter sorte.
A empresa que escolhemos foi a Up, Up and Away (http://www.ballooning.co.nz/), em Christchurch.
Subindo... 

Senhor dos Anéis
Sim!!!! Como não ir à Nova Zelândia e não visitar pelo menos um Set das filmagens?
Fui a um lugar chamado Paradise, na região próxima a Glenorchy. O Dart River e o Lake Wakatipu serviram de locação para as cenas de  Isengard, e a floresta próxima ao rio para  Lothlórien.
Coincidentemente, quando fui, algumas áreas estavam sendo preparadas para o filme do Wolverine Origins (cena do celeiro). E de ficar doido, não??

Outras Atrações:
·         Rapel
·         Canionismo
·         Exploração de cavernas
·         Caça
·         Passeio de barco a jato
·         Parapente e asa-delta
·         Parasailing
·         Rafting
·         Planadores
·         Voos panorâmicos
·         Ciclismo
·         Golfe
·         Motociclismo
·         Ciclismo de montanha
·         Rugby
·         Heli-esqui
·         Esqui
·         Snowboarding
·         Snowshoeing
·         Mergulho
·         Pesca
·         Canoagem
·         Iatismo
·         Prática de surfe
Ufa...
Cansou disso tudo? Vá descansar nas piscinas termais e spas espalhados pelo país. Minha irmã e eu fomos ao Hanmer Springs (http://www.hanmersprings.co.nz/). 



Só na vida boa...

Semana que vem vou falar um pouquinho da gastronomia da região e os VINHOS maravilhosos que você só toma por lá (tá, aqui no Brasil você encontra, mas com preços astronômicos.)
Beijos

Carol

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Uma opção diferente de se hospedar



Quando vamos viajar, as primeiras opções de hospedagens são hotéis e albergues.
Mas por que não alugar um apartamento ou alugar um quarto de uma casa? Parece estranho, mas não é! Pelo contrário... É mais comum que imaginamos.
Boas vindas em Firenze!

A primeira vez que passei pela experiência de alugar um imóvel para as férias foi na região da Disney, lá em 2010/2011 (não lembro). Não foi diretamente com o proprietário, mas por meio de uma agência que administrava casas na região. Embora a casa fosse fantástica, era muito longe dos parques. Se eu pudesse escolher, não teria ficado lá. Teria optado por uma casa mais próxima, mas a agência não me dava essa escolha. Apenas dizia a quantidade de pessoas, e eles me entregavam as chaves.


Na África do Sul, via booking.com, aluguei um flat grande para 5 pessoas em um aparthotel. Ficava bem próximo aos principais pontos turísticos de Cape Town e 5min de qualquer bom restaurante da cidade.

Nas férias, meu namorado e eu resolvemos alugar apartamentos/ lofts e quartos em casas de famílias na Europa diretamente com os proprietários. A experiência foi super agradável.
O preço? Mais barato que albergue (acredite se quiser).

Fizemos nossas reservas com site Airbnb.com (não, eles não estão me pagando para eu fazer propaganda).
Gostei muito de como eles funcionam, principalmente pela quantidade de comentários sobre os imóveis e pela forma como é feita a cobrança da hospedagem: quando sua reserva é aprovada pelo dono do imóvel, o site cobra o valor da hospedagem no seu cartão, mas o proprietário do imóvel só recebe o dinheiro no dia que você chega. Se você cancela antes (cobradas as taxas), o dinheiro é rapidamente estornado. Normalmente, no dia da hospedagem, é feito uma cobrança de segurança no seu cartão de crédito (o dinheiro fica bloqueado para a empresa). Quando você sai do imóvel, o desbloqueio dos valores é feito rapidamente. Esse bloqueio serve para resguardar o proprietário de possíveis danos causados ao imóvel.

A vantagem do Airbnb.com é ter imóveis em todos os cantos do planeta!
Apartamento em Cape Town
Abaixo os links dos imóveis alugados:

Cape Town – ótima localização e apartamento com todas as funcionalidades
Roma – excelente localização. 5 minutos da estação Cavour. Único inconveniente é ser muito pequeno. Se você tem mais de 1.80, não cabe no chuveiro.
Veneza – suíte confortável e ao lado da estação San Silvestro. 5 minutos da Ponte Rialto. Café da manhã farto. Liberdade para entrar e sair da casa.
Firenze meu favorito! A recepção foi fantástica. O apartamento é ótimo e muito limpo. Relativamente próximo ao Duomo da cidade – da janela dá para ver a cúpula. Único inconveniente: fica no quarto andar de um prédio. Mas valeu a pena!
Infelizmente, não tenho o link da empresa da Disney.


Quais são as vantagens e desvantagens de alugar um apartamento:
  1. Vantagens:
É um apartamento com todas as funcionalidades – cozinha completa e, alguns, com lavanderia (ótimo para quem leva pouca coisa). Você pode ir ao supermercado e fazer seu próprio café da manhã ou seu jantar.
É mais seguro que muitos hotéis e albergues por ai.
Você não precisa dividir banheiro com mais 50 pessoas desconhecidas (no caso de albergues).
Existem apartamentos de vários tipos e para a quantidade de pessoas que viajarem com você.
Liberdade para entrar e sair sem ninguém controlando ou “olhando”.
Um site organiza a comunicação entre “inquilino” e proprietário e faz a cobrança. Ali ficam expostos todos os comentários sobre o proprietário e o imóvel.
O preço é imbatível.

  1. Desvantagens:
Não tem ninguém para arrumar sua cama.
Você tem de comprar e fazer seu próprio café da manhã
Alguns apartamentos não têm elevador.

Mini ap em Roma

Quais são as vantagens e desvantagens de alugar um em uma casa de família.
  1. Vantagens:
Muitos oferecem café da manhã fantástico.
Opção de suítes com banheiros exclusivos.
O preço é ainda mais imbatível – excelente para orçamentos mais restritos.

  1. Desvantagens:
Não tem ninguém para arrumar sua cama.
Horário controlado (algumas pessoas alugam quartos próximos à porta. Assim, você tem mais liberdade para entrar e sair sem incomodar os moradores).

Claro que nada se compara a um resort 5 estrelas no mar do Caribe, mas a experiência é excelente.

Att.
Carol